Boate Azul
A história real de "Boate Azul": O Papa, a ditadura e o hino do sertanejo
"Doente de amor, procurei remédio na vida noturna..." Se você é fã de sertanejo raiz, com certeza já cantou esse refrão a plenos pulmões. Mas você sabia que "Boate Azul", o maior hino dos corações partidos do Brasil, esconde uma das histórias mais curiosas da nossa música?
A letra não nasceu de uma desilusão amorosa comum, mas sim de um luto mundial. Em 1963, o compositor Benedito Seviero estava na cidade de Apucarana, no Paraná, para curtir a noite em uma famosa casa noturna chamada Boate Azul. Porém, naquela exata noite, o mundo recebeu a notícia do falecimento do Papa João XXIII.
Imediatamente, a cidade decretou luto oficial. A polícia fechou as portas de todos os estabelecimentos, deixando dezenas de boêmios, cantores e frequentadores frustrados na calçada da boate. Observando a cena daquela multidão de corações solitários do lado de fora, Benedito escreveu a letra ali mesmo, eternizando o momento.
Censura e o sucesso estrondoso
A história não parou por aí. Quando a música tentou ser gravada nos anos seguintes, ela foi censurada pelo regime militar e ficou engavetada por mais de 20 anos! Foi só em 1985 que a dupla Joaquim e Manuel conseguiu gravar a faixa em estúdio, transformando "Boate Azul" em um fenômeno de vendas que atravessa gerações.
Hoje, a música soma centenas de milhões de visualizações na internet em regravações de astros como Bruno & Marrone, Eduardo Costa e Leonardo.
Aqui na Rádio Casa Sertaneja, a gente não só toca os maiores modões 24 horas por dia, como também resgata a verdadeira história da nossa música caipira!
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